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O que é a Sondagem de Solo?

O procedimento, regido pela ABNT NBR 6484, pode ser realizado em qualquer tipo de obra como forma de definir o tipo de fundação.

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Primeira etapa do processo construtivo, a sondagem do solo é procedimento técnico vital em qualquer tipo de obra. Dependendo dos resultados obtidos com o estudo, o projeto pode até ser financeiramente inviabilizado. Do ponto de vista técnico, sempre há alternativas para contornar possíveis problemas localizados pela sondagem, entretanto, o custo das ações é elevado, e o investimento pode não compensar para determinados empreendimentos.

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Com a sondagem do solo, é possível conhecer as características do terreno, como a espessura das camadas que o compõe, sua resistência e a provável localização do lençol freático, caso exista. “A análise pode ser comparada com uma radiografia médica”, diz o engenheiro.

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É com base nesse levantamento que os tipos de fundação são definidos. Se o projetista não tiver conhecimento sobre o que existe no subsolo, é grande a possibilidade de a fundação ou mesmo a estrutura da edificação ter seu dimensionamento calculado de maneira errada.

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Técnicas

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Regida pela norma ABNT NBR 6484, a sondagem à percussão com ensaio SPT (Standard Penetration Test) – para simples reconhecimento – é a alternativa mais utilizada para investigação de solos no Brasil. O ensaio é executado enterrando um amostrador padrão no terreno, através do uso de martelo. Para cada metro de profundidade que o equipamento atinge, é informada qual a resistência da camada de subsolo.

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Se durante o processo forem encontrados pedaços de rochas, torna-se necessário realizar outro tipo de ensaio, a sondagem rotativa. Para esse trabalho, utiliza-se uma coroa de diamante na ponta da tubulação para perfurar as pedras e permitir a passagem dos equipamentos. Esse teste permite determinar apenas a qualidade de rocha. Para conhecer a resistência do minério, uma amostra deve ser retirada e enviada para verificação em laboratório.

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A sondagem rotativa é também indicada para determinar a extensão do elemento rochoso. No subsolo, existem grandes bolas de pedra chamadas de matacão. O ensaio é capaz de indicar se a concentração mineral encontrada é esse tipo de formação geológica ou se realmente foi atingida uma espessa camada de rochas.

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Há outros ensaios complementares que podem detalhar ainda mais as características do solo, determinando, por exemplo, a exata resistência do terreno. “Entre as análises extras estão o ensaio de penetração de cone (CPT) e o ensaio com dilatômetro de Marchetti (DMT)”, informa Quaresma.

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Evitando falhas na sondagem do solo

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O não cumprimento da ABNT NBR 6484 é a causa mais comum de problemas na sondagem do solo. “Equipamentos malconservados e operadores não treinados também têm potencial de tornar nula uma campanha de sondagens”

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Os erros começam a ser evitados no momento de contratar a empresa responsável pela execução do trabalho. Escolher somente pelo menor preço nunca é uma boa alternativa. O ideal é visitar canteiros onde a empresa atua e verificar se os métodos de trabalho apresentados pela equipe são compatíveis com o que exige a norma técnica.

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Outra falha comum tem relação com equívocos no momento de determinar a cota topográfica da boca do furo de sondagem. Todas as medidas de profundidade têm como referência essa informação e, se o dado estiver errado, poderá resultar em consequências negativas para toda a obra, como necessidade de reforço na fundação e estrutura, atrasos no cronograma, recalques e rupturas. A cota da boca do furo deve ser determinada a partir de um levantamento topográfico do terreno e obra. Essa ação é fundamental..

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É recomendável que seja realizado mais do que um furo para análise, principalmente em terrenos de extensões maiores. O estudo realizado a partir de buraco único pode gerar informações imprecisas. “A quantidade mínima recomendada depende do tamanho da área a ser estudada. Quanto mais informações forem colhidas, maiores serão os planos de interpretação”. Os pontos devem ter, no máximo, espaços de 25 m de distância entre si. Além disso, têm de estar posicionados em áreas exatas do terreno e no mesmo nível da edificação.

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Correções

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Depois que a obra já começou a ser executada, ainda é possível remediar problemas na fundação causados por falhas de sondagem do solo. Porém, essa correção exige um investimento bastante significativo. Para as construtoras, é mais interessante encaminhar parte de sua verba para uma sondagem bem-feita do que ter que gastar quantias muito maiores no futuro. Dar à sondagem a importância necessária resulta em economia e prevenção de acidentes, além de proporcionar conforto e estabilidade à edificação.

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